A União Europeia (UE) não nasceu de um dia para o outro; é o resultado de um longo processo, iniciado após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de garantir a paz e a prosperidade no continente.
As Origens (1950 – 1957):
- 9 de Maio de 1950: Declaração Schuman. É considerada a certidão de nascimento da UE. Robert Schuman propôs a criação de uma organização que pusesse a produção franco-alemã de carvão e aço sob uma autoridade comum. O objetivo era tornar qualquer guerra entre a França e a Alemanha “não só impensável, mas materialmente impossível”.
- 1951: É criada a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Foi o primeiro passo concreto, juntando 6 países fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.
- 1957: Tratados de Roma. Os 6 países fundadores assinam os tratados que criam a Comunidade Económica Europeia (CEE), que visava a formação de um Mercado Comum (livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas).
O Alargamento e a Consagração do Nome (1973 – 1993):
- 1973: Primeiro alargamento, com a adesão da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.
- 1986: Ato Único Europeu. Este tratado estabeleceu as bases para a criação do Mercado Único, eliminando as fronteiras internas.
- 1986: Portugal adere à CEE, juntamente com a Espanha.
- Cria-se formalmente a União Europeia (UE).
- Define-se a criação da moeda única futura (o Euro).
- Estabelece-se o conceito de Cidadania Europeia.
A Moeda Única e a Atualidade (1999 – Hoje):
- 1999: O Euro (€) é introduzido para transações financeiras.
- 2002: As notas e moedas de Euro entram em circulação nos países da área do Euro.
- 2007: Tratado de Lisboa. Este tratado trouxe mais poderes ao Parlamento Europeu e clarificou as responsabilidades da UE face aos países-membros.
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